Expert em propaganda, Valter foi chamado em 1964 pelo presidente Paulo Bellini para ajudar a construir uma Marcopolo mais vibrante, empresa que se sobressairia em excelência no transporte de pessoas.

Juntos a outros diretores de áreas internas, como José Antônio Martins e Raul Tessari, foi Diretor corporativo da empresa, atuando na publicidade e na política de atendimento ao cliente, aprimorando, assim, os serviços ampliando a rede de vendas e processo de comercializaqção dos produtos. Juntos, foram o time que se autodenominou G4.

Após a expansão inicial da empresa, seguiram-se outras ações, como a busca e a consolidação de mercados internacionais. Com sua competência e empenho, e os outros profissionais, que foram chegando e somando esforços, a empresa superou as expectativas dos clientes e dos próprios emprendedores.

Apreciador das Belas Artes, Valter foi um homem de bom gosto.

A lendária frase Navegar é Preciso, atribuida ao general e político romano Pompeo, poderia ser adaptada como lema para Valter: Viajar era preciso

Valter, com V simples, como se identificava, por vezes, ao se apresentar, foi um homem singular e tranquilo, que desenvolveu suas relaçõess pessoais e profissionais nos deslocamentos pelo mundo.

Voltava para sua cidade com vontade de incentivar as pessoas que se dedicassem às questões tradicionais, à história ou às caracteristicas de sua comunidade.

Essa atitude era uma maneira amável de conectar-se com os amigos de sua comunidade. Ocorria naturalmente, com sinceridade, não demonstrando artificialismo. Era muito espontâneo. Sua gentileza tinha marca registrada e um maneirismo que fazia parte de seu caráter.

Motivou projetos que identificassem e valorizassem a qualidade de cultura regional. Por ele ter morado em Caxias do Sul, com peculiaridades italianas distintas no Estado, e ser do Rio Grande do Sul, que se destaca no país pelas suas tradições e, também, na América Latina, promoveu pesquisadores, estudiosos e artistas a mostrarem com suas criações a beleza e importância desse lugar.

Numa terra de grandes e competitivos empreendedores e, por vezes, rígidos em sua maneira de ser, Valter foi um diferencial no sentido de ser sensível, conseguindo os mesmos resultados com maneiras mais discretas e agindo de maneira particular.

Ele foi o relações públicas da cidade e da região, levando o nome de sua empresa e, também, o esplendor da região para outros lugares.

Nas obras comunitárias, que foram dezenas, sempre dava os méritos às pessoas envolvidas. E quando da apresentação pública dos trabalhos, objetivando saber o resultado, perguntava a eles: Que tal?

Na vida profissional, foi marcante sua atuação junto ao acionista majoritário do empreendimento e amigo Paulo Bellini.

A harmonia entre ambos foi a alavanca primordial, somada a muitos que vieram depois, para que a Marcopolo fosse motivo de orgulho para a cidade, deixando exemplos e responsabilidades para os dirigentes futuros.

Em caráter privado ou profissional, com seu lado indiscutivelmente bem-humorado, Valter foi fotógrafo, animador, conselheiro, companheiro, aglutinador, parceiro, colecionador e solidário.

Foi uma pessoa extraordinária que merece o aplauso e a adimiraçào de todos que o conheceram. É um exemplo a ser seguido.